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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Tendência Construtivista

Essa tendência veio para substituir a prática mecânica e associacionista em aritmética por uma prática pedagógica que visa, com o auxílio de materiais concretos, à construção das estruturas do pensamento lógico-matemático e à construção do conceito de número e dos conceitos relativos às quatro operações.
Para o construtivismo, o conhecimento matemático não resulta nem diretamente do mundo físico nem de mentes humanas isoladas do mundo, mas sim da ação interativa/reflexiva do homem com o meio ambiente e/ou com atividades. Ou seja, a idéia pedagógica de ação, concebida pelos construtivista, é muito diferente daquela concebida pelos empírico-ativistas.
O construtivismo vê a Matemática como uma construção humana constituída por estruturas e relações abstratas entre formas e grandezas reais ou possíveis. O importante não é aprender isto ou aquilo, mas sim aprender a aprender e desenvolver o pensamento lógico-formal.
Crusius (1994, p. 169) chama de "construtivista-interacionista" uma prática pedagógica na qual o papel do aluno conste em ver, manipular o que vê, produzir significado ao que resulta de sua ação, representar por imagem, fazer comparações entre a representação imaginada e o objeto de sua ação real; desenhar, errar, corrigir, construir a partir do erro, mostrando da maneira que pode, através de desenhos, o que ficou na cabeça.

O erro que a criança comete, ao realizar uma tarefa matemática, passa a ser visto não como algo negativo, ruim e que deve ser imediatamente corrigido pelo professor. Ao contrário, para o construtivismo, o erro é visto como uma manifestação positiva de grande valor pedagógico.
O construtivismo também torna a Psicologia como núcleo central de orientação pedagógica. Devemos considerar que a Psicologia não é uma Pedagogia, nem uma teoria educacional. A Psicologia, ao pesquisador como o indivíduo aprende, fornece subsídios valiosos à Pedagogia. Isso não implica, porém, que devamos torná-la como única fonte de orientação para a prática pedagógica.

Thaísa C. R. Pacheco e Gislaine A. dos Santos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tendência Tecnicista

De origem norte-americana, o tecnicismo pedagógico tem como concepção matemática a função de eficiência e funcionalidade conforme os modelos do sistema de produção capitalista.
Sendo assim, não importa como o aluno aprenda, mas sim o resultado final de sua aprendizagem.
Desta forma, o conhecimento é inquestionável, pois o aluno não deve buscar entende-lo, mas aceita-lo, ou melhor “engolir a seco” todo o conteúdo “depositado” sem questionamentos.
Assim, conforme critica Paulo Freire, tal concepção centraliza-se em uma “educação bancária”, onde o professor deposita todo o conhecimento pronto em que o aluno deve receber, tal qual uma máquina registradora.
A escola, instituição que parte de um sistema funcional e organizado, tem como função a manutenção da ordem, para isso deve “moldar” o aluno tornando-o eficiente e útil para o sistema.
Neste contexto de submissão, o professor e o aluno ocupam, uma posição secundária como meros executores, cujo foco centra-se na ação dos especialistas com oferecimento de técnicas especiais de ensino e de administração escolar.
Abaixo segue um vídeo embora muito conhecido, mas que reflete exatamente a tendência capitalista.
http://www.youtube.com/watch?v=M_bvT-DGcWw

“Nós não precisamos de educação.
Nós não precisamos de controle de pensamento.
Sem sarcasmo sombrio na sala de aula.
Professores deixem as crianças em paz!
Hey professores! Deixem as crianças em paz!
De qualquer maneira você era só mais um tijolo no muro.
De qualquer maneira você é só outro tijolo no muro”.
(letra traduzida "Another brick in the wall "– Pink Floyd)

Façamos uma reflexão sobre as características da tendência tecnicista com a música acima (lançada em 1979).
O que há de semelhante com os dias atuais?
Percebemos que tal tendência ainda está presente em muitas escolas de hoje, onde se preocupa com o resultado final, para agradar os pais.
Se o aluno é alfabetizado ou aprende a calcular os números e forma rápida é sinal de que o professor é competente o suficiente para tal.
Se tal tendência está presente nas escolas públicas de que temos conhecimento, imaginemos então em escolas particulares! ?
Então, de que forma podemos agir para com que nós futuras pedagogas não sejamos apenas mais uma na vida de nossos alunos?
E mais...
Quais práticas adotar para que nossos alunos não se tornem mais um tijolo frio e estático inseridos no imenso muro do sistema capitalista?

Lucilene Morais

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Tendência Formalista Clássica



Quem nunca fez continhas onde colocávamos um número embaixo do outro e os professores colocavam no título: Arme e Efetue, pois é muitos de nós fomos ensinados através desta tendência: Formalista Clássica.
Essa tendência se caracteriza por ser centrada no professor. Ele é o transmissor e expositor do conteúdo. O aluno apenas copia, decora, mas muitas vezes não compreende o processo. Neste contexto o aluno é considerado passivo. Sua aprendizagem se consiste na memorização e na reprodução, não consegue raciocinar sozinho precisa do raciocínio e procedimentos ditados pelo professor ou pelos livros didáticos. Modo de avaliar o aluno, através de provas, desenvolve o que recebeu.
Aspectos relevantes:
Concepção de matemática: Não é inventada ou construída pelo homem;
Como se dá a produção de conhecimento: Livros/Memorização/Exercícios de Aplicação/ Sistematização / Repetição;
Finalidades e Valores: A matemática era vista como verdade absoluta / Elevação espiritual;
Concepção de ensino: Modelo Euclidiano /Concepção Platônica;
Concepção de aprendizagem: Aprendizagem passiva/por repetição;
Relação Professor-Aluno: Transmissor/Expositor – Receptor/Passivo;
Pesquisas para o ensino de MTM: Estudos por parte dos professores e formuladores de currículo.


Esperamos que quando formos dar aula não nos encaixemos nesta tendência ,pois não queremos alunos passivos que apenas copiem e decorem ,temos que instigar suas mentes e fazer com que eles gostem de aprender e compreender os conteúdos.

Patrícia Thomas e Juliana Machado Fernandes.

domingo, 19 de outubro de 2008

As tendências matemáticas

Quando começamos nossas discussões sobre a matemática e seus conteúdos, uma retrospectiva das tendências do ensino desta nos pareceu extremamente importante. Pois como entender seus fundamentos se não compreendemos os propósito com que a ensinamos, e mais ainda o porquê que a ensinamos assim.
Fora através do estudo do texto “Alguns modos de ver e conceber o ensino da matemática no Brasil.”, que iniciamos uma retrospectiva a respeito do assunto. Nesta postagem iremos trazer alguns aspectos a respeito da tendência “Socioetnocultural” que aparece fortemente nos discursos mais atuais e por que a mesma vem se destacando, cabe a você, caro leitor, interpretar as entrelinhas:

Nesta tendência seus aspectos mais relevantes são:
Concepção de matemática: Teoria da diferença cultural;
Como se dá a produção de conhecimento: saber prático produzido histórico-culturalmente;
Finalidades e Valores: desmistificação e compreensão da realidade;
Concepção de ensino: problematizador;
Concepção de aprendizagem: Compreensão e sistematização do saber do aluno;
Relação Professor-Aluno: relação dialógica / troca de conhecimentos;Pesquisa para o ensino de MTM: abordagem etnomatemática.

De todas as tendências pelas quais a matemática fora re-significada compreendemos que esta é a que mais se aproxima ao que acreditamos de uma prática pedagógica significativa. A matemática ganha mais significado e deixa de ser tão descontextualizada. Mas um discurso teórico deve sempre tomar cuidado com a prática: o olhar crítico deve estar sempre presente tanto ao que se discute como ao como se pretende discutir. Às vezes é mais fácil voltar ao que se conhece do que mudar. Podemos pretender algo, mas praticar outra totalmente diferente!
Quando lemos nossos memoriais percebemos que nosso aprendizado veio de outros métodos de ensino, outra tendência. E sabemos que modificar a nossa visão a respeito daquilo que estamos acostumados é um trabalho que requer empenho e dedicação.

Mas se tratando de uma retrospectiva, qual serão as outras tendências? E em qual delas você se encaixa?

Cristina Varela e Silviane Avila